Romance de meia-irmã de El-Sayed retrata destruição de Israel e amplia controvérsia
Democrata que disputa o Senado por Michigan nega conexões familiares com a Irmandade Muçulmana, enquanto publicações antigas da professora relatam vínculos.
Redação Brasil pela Direita • 16 out 2026 • 2 min de leitura

A professora Eman Abdelhadi, da Universidade de Chicago e meia-irmã materna do democrata Abdul El-Sayed, descreveu seu romance como uma coleção de relatos orais fictícios sobre um futuro em que Israel é destruído entre 2030 e 2038. A obra apresenta uma chamada “Intifada Final”, com ataques à fronteira de Gaza e ações de guerrilha.
Na narrativa, um combatente chamado Hassan celebra a ruptura da fronteira e relata bombardeios contra postos militares, disparos e o uso de coquetéis molotov. Segundo a explicação de Abdelhadi sobre o livro, a ofensiva ocorre depois que boicotes internacionais enfraquecem a economia e os armamentos se esgotam, culminando em violência e na queda da fronteira.
A controvérsia envolve também publicações antigas da professora sobre ligações familiares com a Irmandade Muçulmana. Em junho de 2012, ela afirmou que sua família tinha uma longa relação com o movimento e mencionou o ativismo da mãe, Fatten Elkomy, durante a faculdade, no início dos anos 1970. Em julho de 2013, relatou ter familiares presos por integrar a organização.
Questionado por Kristen Welker no programa Meet the Press, da NBC, El-Sayed negou conexões familiares com a Irmandade Muçulmana e classificou o questionamento como islamofóbico. Sua campanha chamou as revelações de ataques de má-fé destinados a desviar a atenção dos eleitores. O democrata também assinou, em 2012, uma carta aberta que pedia à liderança da Irmandade no Egito um expurgo na imprensa e na polícia, além de ter manifestado apoio ao ex-presidente egípcio Mohamed Morsi.
Documentos apresentados à Justiça federal vinculam Elkomy a transferências bancárias entre 1999 e 2002, quando trabalhava para a Islamic American Relief Agency. Em 2004, o Tesouro americano impôs sanções à entidade sob a alegação de que sua rede internacional financiava Osama bin Laden, o Talibã e o Hamas. A organização declarou-se culpada de violar sanções ao Iraque em 2016 e concordou em encerrar suas atividades. Não há registro público de acusação criminal contra Elkomy.
Fontes
- Daily Wire: https://www.dailywire.com/news/el-sayeds-half-sister-imagines-blowing-up-jews-in-israel


