Procuradoria do Arizona buscou indicações de grupos que processaram sistema prisional
E-mails mostram que o principal adjunto de Kris Mayes pediu a entidades de esquerda sugestões de advogados para funções ligadas ao departamento penitenciário.
Redação Brasil pela Direita • 17 out 2026 • 2 min de leitura

O gabinete da procuradora-geral do Arizona, Kris Mayes, recorreu repetidamente à União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e à Prison Law Office (PLO) para buscar candidatos a cargos jurídicos ligados ao sistema penitenciário estadual. E-mails internos mostram que os pedidos partiram de Daniel Barr, principal adjunto de Mayes, que anteriormente havia atuado ao lado das duas organizações em uma ação contra o departamento de correções.
Em fevereiro de 2023, Barr pediu indicações de advogados para representar o Departamento de Correções, Reabilitação e Reinserção do Arizona, explicando que pretendia concentrar mais desse trabalho dentro da procuradoria. Em abril, solicitou sugestões para o cargo de chefe jurídico do departamento. Sem conseguir preencher a vaga, voltou a procurar as entidades em 11 de maio; naquele dia, David Fathi, diretor do projeto nacional de prisões da ACLU, respondeu que intensificaria a busca.
Antes de integrar o gabinete de Mayes, Barr era sócio do escritório Perkins Coie e trabalhou durante anos com a ACLU e a PLO em um processo federal que resultou no reconhecimento judicial de condições prisionais incompatíveis com a Constituição. As duas entidades defendem a redução do encarceramento. A ACLU tem como objetivo nacional diminuir pela metade a população de cadeias e prisões, enquanto a PLO também atua em questões como assistência médica e isolamento de presos.
A campanha de Mayes contestou a leitura dos contatos como sinal de alinhamento político. A gerente de campanha, Delaney Corcoran, afirmou que a ACLU já processou a procuradora por divergências e destacou sua atuação em defesa de recursos para policiais e forças-tarefa contra cartéis. Segundo Corcoran, ações conjuntas de Mayes e das forças de segurança retiraram de circulação 27 milhões de comprimidos de fentanil.
Mayes também defendeu o Arizona em ações da ACLU contra leis sobre a prisão de pessoas que entram ilegalmente no país entre postos de entrada e sobre restrições à gravação de policiais. Neste último caso, firmou posteriormente um acordo para proibir permanentemente a aplicação da lei considerada inconstitucional. Na eleição de novembro, ela deverá enfrentar o senador estadual republicano Warren Petersen; em 2022, venceu a disputa pelo cargo por apenas 280 votos.
Fontes
- Fox News: https://www.foxnews.com/politics/moderate-ags-office-turned-groups-spent-years-suing-prisons-recruiting-help-emails-reveal


