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Economia

Pedidos de recuperação judicial cresceram 173% nos dois primeiros anos de Lula

Dados da Serasa Experian mostram avanço de 833 pedidos em 2022 para 2.273 em 2024, apesar do saldo positivo de empresas abertas no Brasil.

Redação Brasil pela Direita • 18 out 2026 • 1 min de leitura

Pedidos de recuperação judicial cresceram 173% nos dois primeiros anos de Lula
Foto: Revista Oeste/Reprodução

Os pedidos de recuperação judicial passaram de 833 em 2022, último ano do governo Bolsonaro, para 2.273 em 2024, segundo a série histórica da Serasa Experian. A alta de aproximadamente 173% abrange os dois primeiros anos do terceiro mandato de Lula. Em 2023, foram registrados 1.405 pedidos.

O avanço evidencia dificuldades financeiras entre empresas em atividade, mesmo com a expansão do número de negócios registrados. Dados da Receita Federal compilados pelo CNPJ Aberto apontam aproximadamente 13,6 milhões de aberturas e 7,8 milhões de encerramentos entre 2023 e 2025, com saldo positivo de cerca de 5,8 milhões de CNPJs, incluindo microempreendedores individuais.

Em 2025, a Serasa registrou 977 processos de recuperação judicial, que envolveram 2.466 CNPJs. Uma revisão metodológica impede a comparação direta desse total de processos com os pedidos contabilizados nos anos anteriores.

Em artigo, André Burger contrapõe esses indicadores ao argumento usado por eleitores de Lula de que a redução do número de empregadores na Argentina demonstraria o fracasso das políticas de Javier Milei. Segundo o autor, essa leitura também tem sido empregada para atacar uma eventual adoção de medidas semelhantes pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso vença a eleição presidencial brasileira.

Burger ressalta que o estoque argentino de empregadores e o total brasileiro de CNPJs medem realidades diferentes. Sua análise sustenta que nem o fechamento de empresas, isoladamente, comprova fracasso econômico, nem a abertura de novos registros basta para demonstrar um ambiente favorável aos negócios.

Fontes

  • Revista Oeste: https://revistaoeste.com/politica/javier-milei-na-argentina-e-fracasso-no-brasil-e-estatistica/

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