Johnson usa distúrbios na França para alertar sobre agenda migratória democrata
Republicano relaciona a violência à disputa eleitoral de 2026, mas especialista vê diferenças que limitam a comparação com os Estados Unidos.
Redação Brasil pela Direita • 20 out 2026 • 1 min de leitura

O presidente da Câmara dos Estados Unidos, Mike Johnson, relacionou os distúrbios na França ao debate migratório e às eleições legislativas americanas de 2026. O republicano atribuiu a violência a políticas de fronteiras abertas e afirmou que uma vitória democrata em novembro poderia levar a regras migratórias mais permissivas, em contraste com a fiscalização do governo Donald Trump.
Trump também reagiu aos acontecimentos, defendendo o fechamento das fronteiras francesas. Já Santiago Vidal Calvo, pesquisador do Manhattan Institute, argumentou que propostas de políticos como Zohran Mamdani, Alexandria Ocasio-Cortez e Abdul El-Sayed poderiam aproximar os Estados Unidos das condições que ele associa à crise francesa.
A disputa pelo Senado em Michigan ilustra esse confronto. O democrata Abdul El-Sayed defende a extinção do ICE, a agência de fiscalização migratória, por considerar que ela não pode ser reformada. Seu adversário republicano, Mike Rogers, procura apresentá-lo como extremista ideológico. Em Nova York, Mamdani assinou em fevereiro uma ordem que reforça proteções de cidade-santuário e restringe operações migratórias federais em propriedades municipais sem mandado judicial. Mamdani e El-Sayed apresentam suas propostas como proteção contra abusos.
Na França, os protestos começaram com reivindicações estudantis sobre as condições do sistema educacional e depois atraíram sindicatos e grupos com outras demandas. Uma investigação jornalística identificou 50 organizações no movimento e em sua rede ampliada de apoio, incluindo grupos comunistas, socialistas e partidos políticos; 15 eram entidades estudantis ou juvenis.
O ex-juiz de imigração Andrew Arthur, pesquisador do Center for Immigration Studies, apontou uma combinação de insatisfação com o financiamento escolar, aumento de custos, estagnação econômica e tensões ligadas à imigração e à assimilação. Ele, porém, considera improvável que os Estados Unidos registrem distúrbios nacionais de escala semelhante, citando diferenças nos padrões migratórios e observando que os protestos contra operações do ICE não se transformaram em um movimento comparável.
Fontes
- Fox News: https://www.foxnews.com/politics/could-frances-riots-happen-here-experts-see-parallels-socialism-immigration-key-differences


