Relatório aponta vínculos de grandes escritórios dos EUA com rede ambiental ligada à China
Análise questiona possível conflito de interesses de bancas que apoiam o Environmental Law Institute e defendem empresas de energia em ações climáticas.
Redação Brasil pela Direita • 21 out 2026 • 1 min de leitura

Um relatório da organização State Armor aponta vínculos entre grandes escritórios de advocacia americanos e o Environmental Law Institute (ELI), entidade ambiental que mantém interlocução com representantes chineses. Em artigo, Chad R. Mizelle, ex-chefe de gabinete do procurador-geral dos Estados Unidos, argumenta que essas relações podem comprometer interesses do setor energético americano.
O ex-integrante da Suprema Corte do Arizona Andrew Gould questionou a proximidade de WilmerHale, Arnold & Porter e Latham & Watkins com o ELI. Os três aparecem como patrocinadores do jantar anual da entidade de 2026 e também defendem empresas de energia em processos climáticos. Para Gould, essa atuação simultânea levanta dúvidas sobre possíveis conflitos de interesses.
A relação inclui participação de sócios e ex-sócios em instâncias de direção e aconselhamento do instituto, além da realização de eventos sobre litígios ambientais. Ao mesmo tempo, Arnold & Porter divulga sua defesa da BP em mais de 30 ações climáticas movidas por governos estaduais e locais. Latham & Watkins e WilmerHale representaram, respectivamente, Phillips 66 e ConocoPhillips em disputas semelhantes.
Segundo o artigo, o ELI criou, com advogados da Latham, um grupo de trabalho que fornece informações ao governo chinês e a organizações próximas ao Partido Comunista Chinês sobre regulação ambiental americana e práticas do setor energético dos EUA. Mizelle interpreta essa troca como um risco estratégico, alegando que Pequim pode aproveitar os conhecimentos em benefício econômico e geopolítico próprio.
O texto também informa que o Congresso investiga o Climate Judiciary Project, iniciativa do ELI, diante de indícios de tentativa de influenciar juízes em favor de ações climáticas. Mizelle pede atenção do governo Trump e do Departamento de Justiça às relações entre escritórios, o instituto e entidades chinesas, e defende que as bancas se afastem do ELI.
Fontes
- Daily Wire: https://www.dailywire.com/news/the-hidden-china-alliance-of-americas-most-powerful-law-firms


