Fundação Obama paga US$ 771 mil à CEO enquanto funcionários buscam sindicato
Declaração fiscal de 2025 mostra metade dos empregados acima de US$ 100 mil anuais, enquanto dezenas na faixa inferior de remuneração buscam representação sindical.
Redação Brasil pela Direita • 17 out 2026 • 2 min de leitura

A Fundação Obama, organização privada sem fins lucrativos do ex-presidente americano Barack Obama, enfrenta um contraste entre a remuneração de seus dirigentes e a mobilização sindical de funcionários com salários menores. A CEO Valerie Jarrett recebeu cerca de US$ 771 mil em remuneração total em 2025, enquanto dezenas de trabalhadores na outra ponta da escala salarial buscam representação sindical.
Na declaração fiscal de 2025, a entidade informou que 172 dos 342 empregados recebiam mais de US$ 100 mil por ano. Jarrett, ex-assessora de Obama na Casa Branca, dirige a fundação desde 2021 e integra um grupo de pelo menos quatro dos dez executivos mais bem pagos com vínculos anteriores com o governo ou a campanha do ex-presidente.
Os gastos anuais com salários e benefícios chegaram a US$ 50,4 milhões em 2025, ante US$ 18,5 milhões em 2018. A receita foi de aproximadamente US$ 159 milhões, dos quais quase US$ 151 milhões vieram de contribuições e repasses. A expansão ocorreu durante a ampliação de programas da entidade e a conclusão do Centro Presidencial Obama, em Chicago, cujo custo atingiu US$ 1 bilhão — quase três vezes a estimativa inicial.
Em resposta, a vice-presidente de comunicação, Emily Bittner, afirmou que a fundação oferece remunerações competitivas com o mercado. Segundo ela, a organização tem atualmente mais de 500 funcionários no mundo, cerca de 300 deles no centro presidencial. A entidade não apresentou uma distribuição salarial atualizada desse quadro, maior que o registrado na declaração fiscal.
O professor de contabilidade Brian Mittendorf, da Universidade Estadual de Ohio, avaliou que a proporção de salários acima de US$ 100 mil supera a de uma organização sem fins lucrativos típica. Ele ponderou, porém, que a fundação depende de profissionais especializados e que esse perfil pode justificar remunerações mais altas, tornando a comparação com entidades de atuação distinta menos direta.
Fontes
- Fox News: https://www.foxnews.com/politics/income-inequality-obama-foundation-brass-thrives-rank-file-seeks-union


