Flávio propõe reorganizar dívidas do agro e ampliar segurança jurídica no campo
Em análise dos programas, André Aidar destaca propostas de crédito, logística e titulação como pontos que merecem atenção do produtor.
Redação Brasil pela Direita • 17 out 2026 • 1 min de leitura

O programa de Flávio Bolsonaro para o agronegócio reúne propostas de reorganização das dívidas rurais, investimentos em infraestrutura e regularização fundiária. Na avaliação do advogado e pesquisador André Aidar, essas medidas têm foco no caixa das propriedades e na segurança jurídica, fatores importantes para o planejamento das safras.
Na área de crédito, a proposta prevê securitizar e reorganizar os débitos dos produtores, oferecendo condições de planejamento que ultrapassem um ano. Para a logística, o plano apresenta R$ 900 bilhões em quatro anos destinados a rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias, além de prever mais capacidade de armazenagem de grãos.
Entre os projetos mencionados estão a Ferrogrão, a Transnordestina e a hidrovia do Tapajós. Na questão fundiária, o programa propõe ampliar a regularização e a entrega de títulos a pequenos proprietários, associando a documentação ao acesso ao financiamento e à proteção jurídica da propriedade.
A agenda tributária inclui revisar a reforma, diminuir a carga sobre produção e consumo, preservar a não cumulatividade e desonerar exportações e investimentos. O programa também prevê simplificar outorgas de água para irrigação e incentivar a fabricação de fertilizantes com reservas nacionais de potássio e fosfato.
Na comparação feita por Aidar, Lula apresenta maior variedade de instrumentos de política agrícola, com atenção à agricultura familiar e à adaptação climática, enquanto Flávio enfatiza a previsibilidade para produzir. Diante do endividamento rural e dos entraves de armazenagem e transporte, o pesquisador considera que a renegociação de dívidas, a infraestrutura e a titulação merecem atenção especial do eleitor do campo.
Fontes
- Revista Oeste: https://revistaoeste.com/politica/o-agro-no-segundo-turno-duas-agendas-e-a-urgencia-da-previsibilidade/


