Militares do SAS seguiram em missões na Síria sob investigação por duas mortes
Cinco soldados britânicos foram presos sob suspeita de homicídio após uma operação contra o Estado Islâmico e alegam ter agido em legítima defesa.
Redação Brasil pela Direita • 19 out 2026 • 1 min de leitura

Cinco militares das forças especiais britânicas SAS continuaram cumprindo missões na Síria enquanto eram investigados pela morte de dois adolescentes, segundo a reportagem. Presos sob suspeita de duplo homicídio, eles foram liberados após 48 horas e permaneceram sob investigação durante três anos.
O episódio ocorreu em julho de 2022, durante uma operação noturna para capturar um dirigente de uma célula do Estado Islâmico em Deir el-Zor. Os soldados relataram ter ouvido possíveis disparos enquanto perseguiam o alvo em um campo. Ao encontrar dois adolescentes que teriam desobedecido à ordem de rendição, consideraram que havia uma ameaça e os mataram.
A reportagem afirma que os adolescentes tinham ligação com o Estado Islâmico. Os investigadores, porém, apontaram que eles estavam desarmados no momento das mortes e não representavam ameaça iminente à vida, sustentando a suspeita de uso desproporcional da força. Os militares negaram irregularidades e defenderam que agiram em legítima defesa.
Segundo depoimentos citados no relato, uma revisão interna do SAS concluiu que os soldados haviam atuado em legítima defesa. Essa avaliação foi rejeitada por Gwyn Jenkins, então diretor das forças especiais e atual chefe da Marinha britânica, que encaminhou o caso à polícia militar.
Os cinco militares, que já deixaram as Forças Armadas, escreveram a Keir Starmer para contestar a legalidade das prisões, mas, conforme a reportagem, aparentemente não obtiveram resposta. O Ministério da Defesa afirmou que seus integrantes têm direito a investigações justas e profissionais e que existem procedimentos para apresentar reclamações.
Fontes
- GB News: https://www.gbnews.com/news/sas-soldiers-arrested-murder-islamic-state-terrorists-syria


