Incêndio destrói parte de prefeitura histórica na França; premiê culpa ultraesquerda
Lecornu afirma que cerca de 1.200 pessoas foram presas durante protestos e que o governo não será intimidado pela violência.
Redação Brasil pela Direita • 17 out 2026 • 2 min de leitura

Um incêndio provocado por participantes de distúrbios destruiu grande parte da prefeitura de Limoges, na França, em meio a manifestações contra o governo. Construído em 1883 e reconhecido como patrimônio histórico em 1975, o prédio teve o telhado derrubado pelas chamas, com desabamento sobre os andares inferiores.
O representante local do governo, Maurice Barate, classificou o episódio como um ato deliberado de vândalos e uma catástrofe para o patrimônio. Segundo ele, a ala oeste escapou do desabamento do telhado, mas dois terços da parte externa do edifício já haviam desaparecido.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu a violência à ultraesquerda e a criminosos e afirmou que o governo não se deixará intimidar. Durante visitas aos locais atingidos, informou que cerca de 1.200 pessoas haviam sido presas e mais de 150 policiais ficaram feridos. O ministro do Interior, Laurent Nunez, estimou em aproximadamente 550 mil o total de participantes nas manifestações pelo país.
Em Paris, houve tentativa de invasão da Galeries Lafayette, depredação de bancos, saques a lojas e incêndios de veículos. Policiais recorreram a gás lacrimogêneo em confrontos com manifestantes. Nunez confirmou que uma pessoa perdeu uma das mãos; segundo relatos da imprensa francesa, ela teria tentado pegar uma granada de efeito moral.
As mobilizações começaram no mês anterior em escolas de subúrbios populares ao norte de Paris, inicialmente contra a falta de professores e as condições das instalações. O movimento ampliou suas reivindicações para questões como desigualdade, gastos públicos e custo de vida, aumentando a pressão sobre Emmanuel Macron na reta final de sua presidência.
Manifestantes afirmaram que a maioria marchou pacificamente e atribuíram boa parte da violência a grupos que buscavam provocar danos e confrontar a polícia. Já o sindicato policial UNSA divulgou imagens de ataques a viaturas com paus e tijolos e alertou que as forças de segurança estavam no limite.
Fontes
- GB News: https://www.gbnews.com/news/world/limoges-fire-france-protests-violent-riots-sweep-country


