Governo britânico não descarta novos desembarques de migrantes após protestos
Moradores de Gosport contestam chegadas de pequenas embarcações, enquanto Suella Braverman critica a condução do governo trabalhista.
Redação Brasil pela Direita • 20 out 2026 • 2 min de leitura

O Ministério do Interior britânico não descartou novos desembarques de migrantes em pequenas embarcações em Gosport, apesar dos protestos de moradores. Nas últimas seis semanas, três barcos cruzaram o Canal da Mancha a partir da Normandia, na França, com dois desembarques em Hampshire.
As manifestações ocorreram após a chegada não detectada de uma embarcação com solicitantes de asilo. Houve confrontos entre manifestantes e autoridades, e a polícia de Hampshire acumulou despesas de £800 mil para lidar com os protestos. O conselho municipal de Gosport aprovou uma moção pedindo que a cidade seja excluída de futuros desembarques.
A deputada do Reform por Fareham e Waterlooville, Suella Braverman, classificou a situação como vergonhosa. Ela afirmou esperar novas chegadas à costa sul de Hampshire e sugeriu que poderiam ocorrer com escolta dos serviços britânicos, por determinação do governo. Segundo a parlamentar, isso contraria a vontade dos moradores.
O Ministério do Interior informou que há planos de contingência e que buscará envolver autoridades locais e parceiros operacionais antecipadamente, quando as circunstâncias permitirem. Também descartou usar o antigo complexo militar de Fort Blockhouse para processar as chegadas: os migrantes serão encaminhados ao centro de Manston para verificações de segurança, identidade e saúde.
Em Gosport, o centro de remoção de imigrantes de Haslar passa por uma reforma em etapas. O projeto prevê inicialmente alojamentos para 130 detidos e, em uma segunda fase, ampliação da capacidade para 600 vagas.
Em defesa de sua atuação, o governo trabalhista afirmou que mais de 80 mil pessoas sem direito de permanecer no Reino Unido foram removidas ou retornaram desde a eleição. A pasta também declarou que as travessias diminuíram em relação ao ano anterior, que junho, julho e agosto tiveram o menor número de chegadas desde 2020 e que um acordo com a França, com pagamento vinculado a resultados, prevê aumentar em 40% o efetivo nas praias francesas.
Fontes
- GB News: https://www.gbnews.com/news/migrant-crisis-home-office-refuses-rule-more-channel-migrants-gosport


