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Economia

Governo amplia medidas econômicas perto das eleições e pressiona ajuste de 2027

Iniciativas anunciadas após o primeiro turno têm custo estimado de R$ 25,8 bilhões, enquanto novos compromissos elevam o desafio fiscal.

Redação Brasil pela Direita • 15 out 2026 • 1 min de leitura

Governo amplia medidas econômicas perto das eleições e pressiona ajuste de 2027
Foto: Jovem Pan/Reprodução

O governo Lula intensificou os anúncios de medidas econômicas nas últimas semanas, em meio ao calendário eleitoral. A estimativa de custo das iniciativas apresentadas após o primeiro turno é de R$ 25,8 bilhões. Já o reajuste do Bolsa Família representa um impacto previsto de R$ 22,7 bilhões em 2027.

A ampliação de despesas acompanha uma orientação anunciada desde a campanha, com propostas de valorização real do salário mínimo, maior isenção do Imposto de Renda e fortalecimento de programas sociais. Antes do início da gestão, a PEC de Transição abriu espaço de R$ 145 bilhões para o novo governo.

As transferências de renda, porém, não foram suficientes para melhorar de forma expressiva a percepção da população sobre a economia. Inflação próxima ao limite superior da meta, juros altos e crescimento do endividamento mantiveram a pressão sobre o orçamento das famílias. Pesquisas de avaliação do governo apontavam insatisfação relevante nessa área.

Parte das iniciativas respondeu a acontecimentos como as enchentes no Rio Grande do Sul, as tarifas impostas pelo governo Trump e os efeitos dos conflitos internacionais sobre os combustíveis. Nesse grupo estão financiamentos a atingidos pelas enchentes, ações do Brasil Soberano e subsídios e isenções para combustíveis.

Outras medidas incluem o Desenrola, voltado à renegociação de dívidas, o Move Brasil para caminhões, ônibus e motoristas de aplicativos, além do Prospera MEI. Também está na lista o Pé de Meia para Universitários, cuja aprovação definitiva pode ficar para depois das eleições.

Nem todas as ações significam despesas sem retorno: financiamentos e renegociações podem recuperar parte dos recursos, e algumas liberações já contavam com previsão orçamentária ou fundos de cobertura. Ainda assim, os novos compromissos, se confirmados, tendem a tornar mais difícil o ajuste fiscal esperado para 2027.

Fontes

  • Jovem Pan: https://jovempan.com.br/colunistas/denise-campos/a-disposicao-para-ampliar-gastos-aumentou-perto-das-eleicoes-mas-nao-e-novidade-no-atual-governo/

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