Direita italiana critica retirada de carne suína de cardápios escolares
Mudança em escolas de Pordenone busca atender alunos muçulmanos e provoca debate sobre tradições culinárias e integração.
Redação Brasil pela Direita • 17 out 2026 • 2 min de leitura

Escolas da província italiana de Pordenone, na região de Friuli-Venezia-Giulia, vão retirar pratos com carne suína dos cardápios para atender alunos muçulmanos. Preparações tradicionais, como o presunto San Daniele, a porchetta e a massa à amatriciana, darão lugar a alternativas como frango ao curry e cuscuz.
Na maioria das escolas afetadas, os produtos suínos serão excluídos integralmente; em uma parcela menor, continuarão disponíveis mediante solicitação. Alunos de origem migrante representam 21% da população escolar da província, ante 11% no país — dado que não corresponde necessariamente à proporção de estudantes muçulmanos.
Representantes da direita criticaram a decisão. Marco Dreosto, da Liga, sustentou que respeitar outras culturas e religiões não deve exigir o abandono das tradições italianas. As eurodeputadas do partido Anna Maria Cisint, Silvia Sardone e Susanna Ceccardi também contestaram a medida. Emanuele Loperfido, dirigente local do Irmãos da Itália, partido da primeira-ministra Giorgia Meloni, defendeu a convivência sem prejuízo à culinária nacional.
Defensores da mudança consideram a iniciativa inclusiva para estudantes que não consomem porco por razões religiosas. Fausto Tomasello, do Partido Democrático, de centro-esquerda, destacou a alimentação saudável como prioridade. O prefeito de Pordenone, Alessandro Basso, defendeu preservar as tradições quando possível e oferecer alternativas que respeitem diferentes crenças. As diretrizes alimentares regionais já recomendam priorizar carnes brancas, embora a carne bovina permaneça no cardápio.
A controvérsia ocorre em meio ao debate sobre imigração e integração. No mês passado, o governo Meloni aprovou um decreto que limita a 30% a presença de alunos com domínio restrito do italiano em cada turma, afetando cerca de mil salas, ou 0,3% do total nacional. O texto também proibiu burcas e niqabs nas escolas, com multas de até €1.000 para os pais em caso de descumprimento.
Meloni apresentou o pacote como uma forma de favorecer a integração e a igualdade de oportunidades. Partidos de oposição acusaram a coalizão governista de usar a imigração como instrumento político antes da eleição geral, que deve ocorrer dentro do próximo ano.
Fontes
- GB News: https://www.gbnews.com/news/world/italy-muslim-friendly-school-meals-prosciutto-curry-childrens-meals


