Artigo aponta contradição entre trajetória de Lula e críticas ao capitalismo
Marlon Reguelin argumenta que a ascensão do petista dependeu da indústria, da liberdade política e de compromissos com o mercado.
Redação Brasil pela Direita • 19 out 2026 • 1 min de leitura

A trajetória de Lula é apresentada pelo articulista Marlon Reguelin como uma contradição ao discurso de combate ao capitalismo. Sua tese é que o petista construiu a carreira sindical e política em um ambiente econômico que ele e a esquerda passaram a criticar.
Reguelin destaca o papel da indústria do ABC paulista nessa trajetória. Na avaliação do autor, os empregos gerados por montadoras e pelo parque industrial permitiram a organização dos trabalhadores e sustentaram o sindicalismo que projetou Lula nacionalmente.
O artigo também reconhece que esse percurso enfrentou repressão: Lula foi preso pela ditadura militar em 1980. O autor contrapõe a atuação repressiva do Estado às oportunidades da economia industrial e à abertura democrática que permitiu ao sindicalista chegar à Presidência pelo voto.
Outro ponto da crítica é a Carta ao Povo Brasileiro, de junho de 2002. Reguelin interpreta os compromissos com contratos, superávit primário e controle da inflação como uma aproximação de Lula a princípios econômicos associados à direita para viabilizar sua eleição.
A composição da chapa daquele ano reforça o argumento do articulista. O vice, José Alencar, era empresário do setor têxtil e estava filiado ao Partido Liberal. O texto o descreve como defensor da redução de impostos e da abertura de mercado, destacando o contraste entre aquela aliança e o antagonismo de Lula com a direita.
Fontes
- Revista Oeste: https://revistaoeste.com/politica/porque-lula-ele-mesmo-deveria-ser-de-direita/


